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Do mar ou das letras...


Odeio a impessoalidade.
Essa coisa fria e distante.
Eu gosto do contato direto.
De sentir a proximidade através das palavras.
Talvez por isso aprecie mais as crônicas do que os textos rebuscados, embora este me atraia pelo fascínio que tenho pela escrita acadêmica.
Mas, até esta precisa ser concreta para me atrair.
Devaneios travestidos de reflexões teóricas, definitivamente, não me atraem.
Gosto de escritos que falam da realidade e que apontam um caminho.
Qualquer caminho.
A deriva me assusta.
Seja a deriva do mar ou das letras.




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