Não represou as lágrimas. Não era de seu feitio reprimir a natureza. Deixou que escorressem e delas fez um mar, mas não para afogar-se, como na canção. Não estava disposta a aceitar que qualquer normatividade enquadrasse o seu amor. Das lágrimas fez mar e convidou a sua amada, de olhos amarelos como a lua cheia, para mergulhar na imensidão. Ela foi, sem medo. E juntas admiravam o céu e as estrelas refletidas nas águas, fazendo delas o seu infinito. (Inspirado na música Mar e Lua , de Chico Buarque .)